Quinta-feira, 7 de Maio de 2009

Os estudos sobre Akhenaton e período amarniano.


De: Regina Coeli
(Ortografia posteriormente corrigida)

Não resta a menor dúvida que, entre os temas ligados à egiptologia, aquele relacionado ao reinado de Akhenaton/Amenhotep IV (c. de 1360 a 1343 a.C.) ocupa um lugar privilegiado face aos demais estudos referentes aos governantes da história do Antigo Egipto. Entretanto, para cada nova descoberta e notícia divulgada sobre esse tema pelo meio académico, outros tantos novos questionamentos surgem, como que desafiando a nossa capacidade de reconstrução do passado histórico-cultural da humanidade. Esse é o desafio de todo pesquisador que, em cada hipótese confirmada ou negada, encontra ânimo para seguir em busca de respostas aos seus novos questionamentos.

Não é à toa que Erik Hornung, em "Akhenaten and the Religion of Light" (1999), reconhece esse momento como "a mais excitante época na história egípcia," servindo de pano de fundo para novelas e filmes históricos. Vemos assim que, apesar de todo potencial que as informações decorrentes das pesquisas realizadas possam vir a trazer para a reconstrução histórica do Antigo Egito, é exatamente o "excitante" que vem à mente do pesquisador no momento de caracterizar essa época, despertando seu interesse, emoção, e estimulando o desenvolvimento de seus estudos. Junto com o profissional vem o ser humano, com as características que nos são próprias, especialmente a imaginação e os sentimentos. Nesse sentido, independente da qualidade profissional do pesquisador, devemos receber as suas reconstruções do passado sempre com um olhar atento às possíveis influências da nossa realidade e aos anacronismos históricos que possam vir a estar inseridos, decorrentes do predomínio da imaginação humana na tarefa de reconstrução do nosso passado. Como o disse Anatole France no prefácio da sua obra Vida de Joana D´Arc:

"Para sentir o espírito de um tempo que não existe mais, para se fazer contemporâneo dos homens de antigamente... a dificuldade não está tanto naquilo que é preciso saber, mas naquilo que é necessário não saber mais. Se verdadeiramente queremos viver no século XV, devemos nos esquecer de algumas coisas: ciências, métodos, todas as aquisições que nos fazem modernos! Devemos esquecer que a terra é redonda e que as estrelas são sóis, e não lâmpadas suspensas a uma abóbada de cristal, esquecer o sistema do mundo de Laplace para só acreditar na ciência de São Tomás, de Dante e nos cosmógrafos da Idade Média que nos ensinam a criação em sete dias, e a fundação dos reinos pelos filhos de Príamo, depois da destruição da grande Tróia".(apud HALBWACHS, Maurice, "Les cadres sociaux de la mémoire",1994:86-87).

Assim sendo, para reconstituirmos a época da reforma amarniana precisamos, antes de mais nada, esquecer o que sabemos que aconteceu depois, sem o preconceito das interpretações que afirmam que ela não deu certo, ou seja, o desfecho negativo da reforma instituída por Akhenaton, identificada pela grande maioria dos pesquisadores como uma "revolução". E aqui apresentamos nossas observações relacionadas ao uso do termo "revolução", uma vez tal adjectivação tanto poder referir-se a um acto eivado de violência, quanto a um que gere uma mudança radical nos padrões de vida de uma sociedade.

Esse último entendimento parece-nos ser o que melhor se adapta à situação que ora comentamos, uma vez que, até o momento, não foram encontrados elementos que possam nos conduzir a uma interpretação das transformações ocorridas durante o reinado de Akhenaton como carregadas de actos de força bruta. Devemos também lembrar que as raízes dessas transformações podem ser encontradas em Tutmés IV, avô de Akhenaton, que deu preferência ao culto do deus-sol Ra-Horakhte de Heliópolis, numa possível reacção à crescente importância que o Baixo Egipto vinha ganhando na política do país, abandonando Tebas e relegando o culto a Amon a um segundo plano. Assim, seguindo essa linha de raciocínio, a "revolução amarniana" passa a ser vista não mais como um facto isolado, transcendendo às ações de Akhenaton, e ápice de um movimento que há muito já vinha sendo articulado.

Em outras circunstâncias anteriores na história do Antigo Egipto sabemos que também ocorreram movimentos de transformação de cunho religioso. Refiro-me mais especificamente, a aqueles ocorridos entre a IVª e a Vª Dinastias, durante os reinados de Kufu e Shepseskaf. Tais mudanças, encabeçadas por esses reis, tinham por objectivo de enfraquecimento da classe sacerdotal.

Kufu, procurando diminuir a força do clero menfita de Ptah, favorece então o deus Ra. Os sacerdotes de Ptah, como vingança, lançaram sobre esse rei uma série de maldições, difamando-o, na tentativa de denegrir sua imagem para a posteridade. Shepseskaf, último faraó da IVª dinastia, se depara, por sua vez, com um clero de Ra tão poderoso quanto o anterior de Ptah. Tomou então a iniciativa de retornar o favorecimento do deus Ptah, buscando então o enfraquecimento do clero de Ra. Mandou erguer para si uma mastaba, abandonando o tipo de construção em forma piramidal, directamente associada ao culto solar. Por tal mudança, caiu em desgraça junto ao poderoso clero de Ra. Morreu em cerca do quarto ano de seu reinado e sua memória foi condenada para a posteridade... Com o início da Vª dinastia, uma espécie de acordo foi feito, vindo a ocorrer um tipo de "acerto" entre os dois cleros. Assim, os reis foram escolhidos entre os sacerdotes de Ra, e os vizires entre os de Ptah. Essa dinastia se apresenta como relacionada ao culto solar, mas sobre uma óptica diferente daquela associada à reforma monoteísta de Akhenaton. Nenhum desses acontecimentos vieram a ser reconhecidos como sublevação ou revolta.

Amenemhet I, fundador da XIIª dinastia, por necessidade política, implementou uma mudança de capital, abandonando também Tebas, sendo vítima de uma conspiração que o levou à morte, sem que com isso tenha sido reconhecido como revolucionário. Horemheb, fez-se de "esquecido" com relação ao passado político que o antecedeu, excluindo de todos os registros visuais a sequência dos monarcas anteriores a ele a partir de Amenhotep III, empreendendo uma atitude drástica com relação às acções de seus predecessores. Mas tal facto, também, nunca foi interpretado pelos pesquisadores como um acto revolucionário. O mesmo acontece com relação à atitude do rei Tutankhamon com a retomada do culto do deus Amon, não existindo nenhum elemento que possa vir a caracteriza-lo como um "contra-revolucionário", embora esse retorno tenha gerado consequências importantes para a vida política do país. Muito pelo contrário, esse rei é visto como um "restaurador".

A distinção então entre esses exemplos e o episódio amarniano passa a residir nas reações dos vários setores da sociedade egípcia interessados na manutenção do "status quo", de resistência ao novo, tendo por principal diferenciador as repercussões posteriores que tais transformações políticas, sociais e religiosas acarretariam no dia a dia daquele país. Caso tenha ocorrido realmente uma revolução, esta teria acontecido no meio da sociedade egípcia, então contrária às idéias de Akhenaton.

Um exemplo de interpretação de dados científicos seguindo os parâmetros mais comuns da nossa sociedade, diz respeito às relações de parentesco, principalmente no que diz respeito às vinculações entre faraós e seus descendentes, que merecem ser melhor esclarecidas.

Assim sendo, devemos entender melhor o fato de Akhenaton ter compartilhado seu reinado com uma de suas filhas, levando-nos a supor um possível casamento entre eles. Desse modo, a questão dos "casamentos reais" precisa ser mais aprofundada, para que não venhamos a aplicar esse termo – casamento – somente com sua carga de significados associada a uma cerimônia religiosa ou civil legitimada perante uma autoridade, com repercussão no aspecto da vida civil e base para a geração de herdeiros. O "casamento" pode também ser visto como uma união, uma aliança ou uma parceria entre duas pessoas tendo por meta o "comando", no caso ora comentado, do Egipto. Talvez essa interpretação leve-nos a repensar a afirmação da existência de um possível incesto ocorrido entre Akhenaton e sua filha mais velha, Meritaton. O mesmo acontece com a referência a um possível casamento entre Ay (oficial da corte de Akhenaton, provável pai de Nefertiti e sucessor de Tutankhamon) e Ankhsenpaamon, então viúva de Tutankhamon, facto que teria como única prova documental um anel portando seu nome junto com o de Ay.

Ainda com relação aos padrões de parentesco, nas "Cartas de Amarna" os reis se tratam como "irmãos" ( Mitani, Babilónia, Assíria, etc. ). Aqui por exemplo, nos vemos diante do uso de tal termo para expressar laços de amizade, sem qualquer conotação familiar. A transcrição das titulações de Yuya e de Ay como "pai do deus", no caso Amenhotep III e Akhenaton, respectivamente (ALDRED,C, "Akhenaton", 1989:224-225), também leva-nos a aceitar um outro tipo de "paternidade", esta eivada de caráter afetivo no lugar de genealógico, já que entendemos como correcta a descendência de Thutmosis IV no caso de Amenhotep III, e Amenhotep III, no caso de Akhenaton. As relações de parentesco são então vistas de forma limitada, uma vez que um único termo pode vir cercado de diferentes significações.

O mesmo acontece com as patentes militares e cargos de confiança do rei, tais como general, vizir, ministro, camareiro, entre muitos outros termos que utilizamos tomando por referência, mais uma vez, o significado mais usual da nossa realidade cultural. Mesmo que as funções desempenhas sejam muito semelhantes, a "bagagem histórica" que esses termos possuem para nós não é a mesma com relação à dos povos passados, no caso o egípcio, o que nos leva a ter que agir com cautela.

O mesmo podemos dizer com referência às relações de amizade e inimizade, às idéias do que venha a ser belo ou feio, às posturas perante as artes e as religiões. Conforme lemos em José Carlos Rodrigues (Antropologia e Saúde, 1999:16),
(...) a sensibilidade que temos hoje – seja auditiva, tátil, gustativa, olfactiva, visual - tem uma história e, especificamente, uma significação. (...) nossos sensos estéticos, nossas relações à violência, nossos sentimentos de medo, nossos cuidados com saúde, nossas preferências amorosas e sexuais, enfim, coisas que parecem tão familiares e naturais aos nossos olhos, não existiram sempre e têm por trás de si um passado rico em detalhes e em variações.

Na reconstrução do passado, especialmente no que se refere ao período correspondente ao reinado de Akhenaton, é muito comum encontrarmos a interferência da visão de mundo do pesquisador, principalmente no que diz respeito ao aspecto físico e ao comportamento do rei.

Os estudos referentes à época amarniana encontram no seu principal protagonista o maior desafio. Akhenaton tem sido visto no meio acadêmico (e, por consequência no popular), como uma figura polémica. As primeiras informações a seu respeito foram trazidas tanto pelo historiador do período ptolomaico Maneton, quanto por Champollion. Ambos foram os primeiros a estigmatizá-lo pelo seu "aspecto feminino". Karl Richard Lepsius, em 1842, também nos apresenta "Bech-en–Aten" como uma personagem feminina, sendo que, em carta endereçada a Humboldt, cerca de um ano depois, reconhece seu erro. Nestor l’Hote ( 1828), C. Bunsen (1845) também incorreram nesse engano, depois por eles corrigido. Para Mariette e para Lefébure, esse rei ou era eunuco, ou era uma mulher disfarçada. Gaston Maspero, seguindo a linha de pensamento de Mariette, defendia a opinião de que Akhenaton teria sido castrado durante a campanha que seu pai empreendeu na Núbia (Hornung, E. 1999: 9). É bom lembrar que em meados do século XIX a associação da identidade do rei Amenhotep IV a Akhenaton ainda não estava muito bem definida, mas o antagonismo do culto solar de Aton ao do deus Amon já havia sido detectado pelos pesquisadores. Foi Flinders Petrie quem, pela primeira vez (c. 1894), afirmou que Amenhotep IV e Akhenaton eram, na realidade, a mesma pessoa. Breasted via o rei como um homem intoxicado por Deus.

Não devemos ver nessas interpretações hoje tidas como "erróneas" qualquer problema com os pesquisadores de então. Expressam uma grande valorização da cultura ocidental e o início da aquisição de conhecimentos, cujos primeiros passos remontam ao século XVIII, com o trabalho de cópia de estela demarcatória realizada pelo jesuíta Claude Sicard (1714), ou mesmo às contribuições dos soldados de Napoleão Bonaparte durante a sua Campanha no Egipto (1798-1801). Todos foram anteriores à decifração das pedra de Roseta por Champollion (1823). A impossibilidade de acesso ao conteúdo dos textos escritos em hieróglifos, realidade dos pesquisadores anteriores aos trabalhos de Champollion, impedia a leitura e o conhecimento do nome de Akhenaton e, consequentemente, do ocorrido no seu reinado. Foi somente a partir de 1926 que cópias dos registros da arte amarniana começaram a chegar às colecções particulares, facilitando, em muito, o estudo dessa época. E nisso, já mudamos de século...

Visto a partir de então como um homem de aspecto "grotesco", Akhenaton recebeu, por parte dos estudiosos ocidentais que trabalham com o Antigo Egipto, o maior número de adjetivações que um actor da história da humanidade pode receber : efeminado, fanático religioso, místico, profeta, génio, pacifista, ditador, criminoso, revolucionário, primeiro fundamentalista, idealista, egocêntrico, feio, doente, ambicioso, despótico, de aparência aberrante, visionário, reformista religioso, herético, o primeiro excluído da história, o profeta do internacionalismo, o primeiro indivíduo da história da humanidade, mestre, doente, irresponsável, universalista, inovador da arte, humanista, primeira pessoa a fundar uma religião, sonhador, seguindo-se uma relação de atributos, cujo fim é impossível de se precisar.

Se o rei é feio e grotesco, a rainha Nefertiti é considerada como um modelo de beleza, enquadrando-se tanto no padrão de beleza egípcio (como seu próprio nome diz, "A bela que chegou"), quanto no nosso ocidental. Junto com Akhenaton, ela desempenha seu papel de mãe, companheira, grande esposa e rainha. Sem dúvida alguma uma concentração de atributos que a leva a ocupar o lugar de "mulher ideal" no imaginário popular.

E assim, passa-se a compor o quadro de personagens desse "episódio-romance", em que Akhenaton ora desempenha o papel de herói e salvador, ora o de malfeitor.

E toda essa excitante história tem como principal cenário a cidade de Akhetaton, especialmente construída para esse fim. Um amplo espaço banhado pelo sol nascente, Aton emergindo do vale ("Tu surges belo na terra de luz do paraíso, ó Aton vivo, que dá vida; quando nasces ergues no horizonte oriental, enches todas as terras com a tua beleza !" – Hino a Aton), tendo por coadjuvantes seus devotos habitantes, que servem tanto ao rei quanto ao deus. Deus esse não mais castigador, para quem foi preciso construir uma nova cidade para que viesse a estender seus braços a todo o país e a todo o mundo, sendo que, na realidade, esse "mundo" correspondia ao império internacional egípcio da XVIIIª dinastia.


O interesse da psicanálise por Akhenaton

A psicanálise, nas figuras de Karl Abraham e Freud, também se viu atraída pela personalidade de Akhenaton. Karl Abraham, 27 anos antes de Freud, foi o responsável por um interessante estudo intitulado "Amenófis IV: Uma contribuição psicanalítica para a compreensão de sua personalidade e do culto monoteísta de Aton", datado de 1912.

Nesse estudo, Akhenaton é apresentado como precursor de Moisés, sofrendo forte ascendência de sua mãe Tiye, que o teria influenciado e guiado na instituição da reforma religiosa. Teria chegando ao ponto de apresentar-nos um rei joguete nas mãos de sua mãe, que o teria utilizado como um instrumento para que seu projeto de mudança religiosa se consolidasse, apagando do cenário egípcio os deuses, e até mesmo o nome de seu esposo e pai do rei. Do ponto de vista psicanalítico, esse tema dá margem a muita discussão, e não podemos deixar de considerar a importância que tal leitura vem a ter.

Interessante notar que foi Freud quem apresentou a Abraham o estudo do Egito Antigo. As cartas trocadas entre eles nos mostram um Freud extremamente interessado e entusiasmado pelo estudo de Akhenaton sob o enfoque psicanalítico. Podemos ler em numa dessas cartas: "Imagine só, Amenófis IV à luz da psicanálise!" (Estelle Roith "O Enigma de Freud", 1989:181 e segs.)

Mas, conforme já foi anteriormente citado, somente após transcorridos 27 anos dos trabalhos de Abraham que Freud dá a conhecer seus estudos sobre o rei, mostrando-nos um Akhenaton inspirador de Moisés na concepção da religião mosaica. Segundo seus estudos, essa inspiração teria vindo da religião de Aton, e o êxodo teria ocorrido após a morte do rei, tendo sido então Moisés um continuador das idéias religiosas implantadas por Akhenaton no cenário egípcio da XVIIIª dinastia.

Freud também nos apresenta um Akhenaton intolerante, e tal interpretação vem referendada pela opinião de que é a crença em um deus único a responsável por essa intolerância, que não poderia de modo algum ser evitada. (FREUD, S. "Moisés e o Monoteísmo", 1997:21). Mas é bom pensarmos o que deve ser visto como "intolerante", no contexto do Antigo Egipto, em que os reis detêm todo o poder decisório sobre o destino do país.

Um rei intolerante não é, sob forma alguma, a mesma coisa que um rei que concentra poderes de decisão no âmbito religioso e no político (se é que, na situação em questão, podemos separá-los). Ninguém deveria questionar a decisão do rei, principalmente sendo ela respaldada pelo desenvolvimento de um processo que já vinha se consolidando há algum tempo, e não seria tão novidade assim, notadamente para a classe sacerdotal. Freud não se prende muito à rede de interpretações dos historiadores, considerando principalmente o impacto que as ações de Akhenaton lhe causaram individualmente.

Concluindo...

Akhenaton teve sob sua responsabilidade a conclusão de um projeto cujo objectivo político era o enfraquecimento do todo-poderoso clero de Amon. Esse era o seu objetivo maior. Se, entretanto, somou a isso elementos relacionados à devoção religiosa, de cunho pessoal, tal facto não deve ser visto como camuflagem dos objetivos principais de um projeto que na realidade não era só seu. Se era feio, místico ou fanático ou lá o que fosse, isso é outro assunto. Aspectos de sua personalidade não devem ser instrumentos para que se desconsidere a grande importância de seus atos no contexto da história do Antigo Egipto. Que a descoberta de novas informações sobre essa personagem tão polêmica - informações essas sujeitas ao tempo e à bagagem histórica e sentimental dos pesquisadores – venha ajudar a esclarecer o vazio existente com relação ao ocorrido neste período, e que não sejam recebidas como meras peças de um romance histórico.
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publicado por Admin às 19:49
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